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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Proctologista: Dor anal aguda e crônica


Proctologia: Queimação e dor anal aguda e cronica


Proctologia: Dor Anal aguda e crônica
Proctologista: Dr Paulo Branco
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Vila Olímpia: 011 – 38467973
Pompeia: 011 – 986663281
Duvidas pela Internet:
e-mail / msn. paulobranco@terra.com.br
Queimação  e dor anal:
O objetivo de colocar este tema no meu site  foi a carência de informações e orientações sobre o diagnostico e formas de tratamento das inúmeras patologias responsáveis pelo sintoma dor.  Muitos pacientes procuram a minha clinica angustiados pela dor em queimação incapacitante e referindo ter passado por outros médicos proctologistas e sem nenhum diagnostico concluído. Alguns pacientes referiram ter realizado cirurgia sem apresentarem com tudo nenhuma melhora da dor, isto foi consequente na minha opinião de um diagnostico errado e forma de tratamento inadequada. Estes pacientes geralmente não realizam os exames adequados para o diagnóstico da sua enfermidade e consequentemente o tratamento será equivocado.

Centro de Tratamento da dor anal:
Tenho associado orientações nutricionais, uso de antiinflamatórios locais, enemas apropriados, associados à fisioterapia sobre a musculatura pélvica com o objetivo de relaxamento, contração e reeducação representam o tratamento ideal.
A dor perineal apresenta-se como um sintoma subjetivo, muitas vezes difícil de esclarecer.  A sua causa, conta em muitos casos, com a participação de fatores emocionais, sociais, culturais, tamanho da lesão e localização para ser percebida pelos pacientes e investigado pelo medico proctologista.
Orgânicos: Traumas, inflamações (tendinites), diminuição do fluxo sanguíneo e tumores.
Funcionais: Determinadas por estímulos (mecânicos, térmicos e químicos) que estimulam os nervos do períneo gerando a dor.

Comentário: Dr. Paulo Branco
Afastadas as causas mais comuns da dor anal, como por exemplo, a fissura anal, o medico devera esta preparado para diagnosticar as outras afecções que entram seguramente como diagnostico de exceção da dor anal. Geralmente estes pacientes já passaram por vários médicos e continuam sem um diagnostico e sofrendo com a dor anal.


Classificação:
São classificadas em três grupos diferentes de acordo com a característica da dor:
1-     Proctalgia fugaz:
De causa desconhecida tem sido associada a um componente psíquico (depressão e ansiedade) e a espasmos dos músculos do períneo chamados elevadores do anus e cólicas decorrentes da contração do intestino grosso detectadas por um exame chamado  manometria anorretal realizada na fase aguda da afecção  ou durante os episódios de dor. Alguns autores reforçam uma predisposição genética por encontrarem alterações histológicas ou teciduais em famílias portadoras da proctalgia fugaz. Esta alteração anal tormentosa tem inicio súbito e não tem causa aparente. Pode ocorrer durante o dia, mas e mais freqüente a noite, quando pode perturbar o sono do paciente e acordá-lo bruscamente durante o sono.  E descrita como uma sensação extremamente dolorosa, localizada de 5 a 10 cm dentro do reto, semelhante a uma cãibra, torção que persiste por poucos minutos e então desaparece espontaneamente. O exame de toque não detecta nenhuma anormalidade no canal anal, porem muitos pacientes referem dor ao toque retal, na abertura anal pela contração do músculo esfíncter anal e principalmente no lado esquerdo do reto, para sua melhor compreensão e que este toque e feito  no músculo elevador do anus, acima referido, que se encontra espastico, contraído e inflamado( tendinite). O exame endoscópico apresenta-se normal. Para alguns autores a proctalgia e a associação:
- Da Síndrome dos Intestinos Irritável: Nesta síndrome o paciente tem dor abdominal em cólica, estufamento abdominal por gases e dificuldade na eliminação destes gases.
- Mialgia (dor) dos músculos formadores da pelve.
- Espasmo ou contração dos músculos formadores do esfíncter anal.

Incidência:
E mais comum em mulheres entre os 30 e 50 anos, que sofreram cirurgias ginecológicas e nos homens uma historia de inflamação na próstata (prostatite) parece ser um fator predisponente.

Diagnostico, será feito:
- Quadro clinico: Sintomas
- Exames complementares:
Endoscopia retal: Geralmente e normal.
Manometria anorretal: Poderá indicar um aumento da pressão do músculo esfíncter anal

Critérios diagnósticos para a proctalgia fugas:
1-  Dor localizada no anus ou na região inferior do reto, de caráter recorrente
2-  Episódios com duração de segundos a minutos e
3-  Ausência completa de dor entre os mesmos

Tratamento:
- E inespecífico e visa relaxar a musculatura perineal que determinara o alivio da dor.
- Calor local: Tem ação relaxante.
- Antiinflamatórios e relaxantes musculares.
- Antidepressivos.
- Pomada especifica que relaxa o esfíncter anal.
- Botox: Injeção da toxina no esfíncter anal que determinara também o seu relaxamento.
- Triancinolona com xilocaína: Injetados dentro dos músculos elevadores, nos pontos mais doloridos revelados pelo toque retal, para tratamento da tendinite.
-  Serotonina intestinalDevera ser elevada  com medicamentos por via oral para os pacientes que apresentam a Síndrome dos Intestinos Irritável que antigamente era chamada de Colite.
- Exercícios de relaxamento para os músculos perineaisApresenta bom resultado nos pacientes com antecedente de inflamação prostática e cirurgias perineais.


Dor anal crônica ou Síndrome dos Elevadores do anus:

Sinonímias: Espasmo dos elevadores, Síndrome puboretal e mialgia pélvica.
         E uma dor referida na região anorretal como em queimação, peso e pressão que se irradia para o glúteo e que aumenta quando o paciente permanece sentado ou deitado por longos períodos de tempo e alivia ao levantar.  Poderá esta relacionada a diferentes procedimentos cirúrgicos ginecológicos e urológicos. A causa exata e desconhecida, porem fatores psíquicos estão presentes em 75% dos pacientes como a ansiedade e 83% tinham antecedentes de cirurgias pélvico-perineais. Embora estes fatores tenham uma participação ou envolvimento importante com este tipo de dor, alguns autores relataram que 75% destes pacientes tinham o intestino preso associada a uma contração paradoxal do músculo anal, isto e o esfíncter (músculo) anal invés de esta relaxado para as fezes saírem, estava contraído, dificultando assim a saída das fezes classificando o paciente como constipado.  


Diagnostico:
Toque retal:
Poderá ser confirmado pelo toque extremamente doloroso em alguns pacientes, principalmente no lado esquerdo do reto.

Exames:
Eletromiografia: Estuda os músculos esfincterianos e os elevadores do anus.
Defecografia:
- Mostra a dilatação do reto
- Mostra a persistência do canal anal fechado durante o esforço para evacuar
- Demonstra o esvaziamento retal retardado e incompleto
- Permite a mensuração do ângulo anorretal que esta intimamente relacionada à atividade muscular esfinetriano

           
Critérios diagnósticos para síndrome do elevador do anus:
Pelo menos 12 semanas, não necessariamente consecutivos, nos últimos 12 meses precedentes de:
1-  Dor retal recorrente
2-  Episódios de pelo menos 20 minutos de duração e
3-  Exclusão de outras doenças que poderá da dor retal, como isquemia, doença inflamatória intestinal, criptite, fissura, abscesso anal, prostatite e ulcera retal.

 Tratamento:
Não há um tratamento único.
- Dieta rica em fibras e água
- Calor local
- Laxantes e lubrificantes das fezes: Óleo Mineral
- Massagem retal vigorosa dos músculos elevadores sob anestesia
- Analgésicos e ansiolíticos
- Pomadas locais: Pomadas deveram conter substancias que relaxam o esfíncter anal
- Botox: Aplição de 10U da toxina em cada quadrante da circunferência anal


- antiinflamatório injetado no músculo:
Kang relacionou a dor anal crônica com a tendinite (inflamação) dos músculos elevadores e preconizaram a injeção de acetato de triancinolona associada a lidocaína no ponto mais sensível do músculo acima referido, identificado pelo compressão digital. Esse autor realizava de uma a três sessões no intervalo de duas semanas e obteve boa resposta em 35% dos casos, dor leve em 37% e uma resposta pobre em 19% e ausência de resposta em 8,7% dos casos.
Pontos mais sensíveis ou dolorosos do reto:
Parede esquerda do anus: 71,2%
Parede direita: 3,8%
Parede posterior: 25%




Comentário: Dr. Paulo Branco
A triancinolona tem sido a técnica de primeira escolha por ser simples rápida e quase sem complicações.

- Eletroestimulação:
Mecanismo de ação:
Consiste na utilização de corrente elétrica oscilante de alta voltagem e baixa frequência, administrada por sonda retal, que induz a fasciculacao e fadiga dos músculos elevadores do anus, impedindo o espasmo e facilitando as evacuações.

O que se espera da eletroestimulação:
- Esta técnica esta indicada sempre que respostas fisiológicas forem desejadas, como:
-Relaxamento: E o objetivo a ser alcançado nesta patologia.
-Contração
-Analgésica: Incremento na produção de endorfinas que atuam como analgésico local
-Aumento no requerimento de fibras
-Estimulação circulatória
-Eliminação de resíduos
- Indicações:
Insuficiência dos esfíncteres anais
Incontinência anal
Dor pélvica crônica

- Contra-indicações:
Infecção urinaria
Inflamação vaginal
Gravidez
Tumores
Menstruarão
-Na dor pélvica crônica:
O objetivo e o relaxamento da musculatura perineal:
As sondas deveram ser colocadas por via retal o mais perto possível dos músculos elevadores do anus, se possível em contato direto. A frequência a que será submetido o músculo devera ser aquela que não determine a fadiga do mesmo, mas sim uma contração ou tônus normal.
Resultados da eletroestimulação:
 Bom resultado:
Inicial: 90%
Em longo prazo: 43%

3-Coccigodinea:
Causa:
Não esta completamente esclarecida, porem tem sido associada a:
- Traumatismos em menos de 5% dos casos
- Infecções anorretais e geniturinárias
- Cirurgias proctologicas
- Alterações psicológicas
          
Quadro clinico:
Dor:
E espastica e associada a uma sensação de desconforto na região do sacro e cóccix, queimação e aumento da sensibilidade na pele sobre a região, podendo haver irradiação da dor para a região anal, reto, parte posterior das coxas e região lombar. Referem os pacientes que  a dor se mantêm quando estão sentados ou de PE e que sede completamente quando em decúbito.

Incidência:
E mais frequente na quinta década de vida e em mulheres. Esta maior incidência em mulheres tem sido atribuída à disposição anatômica da pelve, que torna o cóccix mais exposto a traumatismos. 
 Associação:
A sua associação com a depressão e ansiedade foi descrita por diversos autores pelo desaparecimento da mesma com a administração de antidepressivos.

Tratamento:
Calor local
Analgésicos
Antiinflamatórios
Mio relaxante
Corticoides: Infiltração nos locais dolorosos

Conclusão:
As dores perineais podem ter varias origens, onde podemos observar a associação de fatores neurológicos e traumáticos a comportamentos psicológicos. Na minha experiência a qualidade de vida a que os pacientes são submetidos pela dor, muitas vezes persistente, representa o principal desafio para médicos e pacientes.

2-     Anismo ou discinesia dos músculos pélvicos
Esta síndrome tem causa desconhecida e esta presente em 50% dos pacientes com obstipação intestinal. Se caracteriza pela contração ou espasmo dos músculos em volta do canal anal que deveriam esta relaxados durante a evacuação para a passagem das fezes e estão contraídos determinando um quadro clinico conhecido como obstrução intestinal  funcional, isto e não há uma doença causando a obstrução, mas sim um músculo contraído.

Quadro clinico:
Nas manifestações clinicas desta síndrome fazem parte sintomas de obstrução intestinal com esforço para evacuar, tenesmo e sensação de evacuação incompleta, além do uso de supositórios, enemas e uso de manobras para induzir as evacuações.

Exame físico:
O toque retal muitas e doloroso porque o esfíncter em vez de esta relaxado, esta contraído. Diante da historia clinica o medico devera fazer uma lubrificação adequada para um toque retal suave.

Exames complementares:
Deveram ser solicitados os exames que confirmem:
- O aumento da pressão do músculo puboretal e do esfíncter externo
- Dilatação e tempo de esvaziamento do reto
- Inervação retal

Critérios para o diagnostico desta síndrome:
1-  Geralmente ocorre em constipados
2-  Os exames confirmam a ausência ou inadequado relaxamento da musculatura pélvica, durante o esforço para evacuar em tentativas repetidas.
3-  Evidencias de evacuações incompletas

             Tratamento:
              Pomadas locais com antiinflamatórios
               Antidepressivos que atuam relaxando os músculos
               Exercícios de relaxamento pélvico
               Eletroestimulação para produzir relaxamento
                Biofeedback.


Proctologista: Fistula perianal com ilustrações


Proctologia: Fistula anal com laser


Fístula anal:  

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As fístulas anais representam uma das afecções mais frequentemente tratadas na minha clinica. É uma afecção que deverá ser diagnosticada e tratada por especialista. Tenho visto muitos pacientes sem diagnostico ou com diagnostico errado como furúnculo por exemplo. Sempre em palestras eu falo que o dianostico das fístulas deverá a principio ser feito de forma simples somente pela palpação do medico proctologista e os exames mais sofisticados como a ressonância pelvica deverão ser indicados na dúvida diagnostica ou na recidiva da fístula.

Fístula Anal
As fístulas e os abscessos perianais fazem parte dos processos supurativos ou infecciosos dos tecidos que formam o canal anorretal. Os abscessos e fistulas perianal fazem parte de um conjunto de sinais e sintomas que têm como base a origem na mucosa do canal anorretal, particularmente na transição entre o ânus e o reto. Na grande maioria das vezes a supuração ou abscesso é inespecífico e em cerca de 10% dos casos está associado a uma afecção intestinal, podemos dizer então que as fístulas anais resultam de um processo infeccioso em glândulas anais, que desce pelo espaço entre os esfíncteres, formando de inicio um abscesso perianal que poderá drenar espontaneamente ou cirurgicamente dando origem a um trajeto chamado de fístula.

Causa:Primeiro ocorre uma inflamação da glândula anal que posteriormente se torna um abscesso, este cresce entre os músculos anais na direção da pele perianal ou nádega. Este abscesso poderá ser drenado cirurgicamente ou espontaneamente na nádega através de um orifício. A fistula perianal é formada por dois orifícios, um interno que está localizado no ápice da glândula e através deste que os microorganismos penetram nas mesmas ( glândulas ) dando origem a infecção inicial que posteriormente forma o abscesso que drenará em um orifício externo. A fístula é o conjunto dos orifícios mais o trajeto. Podem ocorrer trajetos secundários, multiplicidade de orifícios e mesmo de secreção.








Sinais e sintomas:O principal sinal clinico de fístula perianal é a drenagem de material purulento através do orifício perianal, com aumento da dor local. O orifício interno e o trajeto fistuloso poderão ser sentidos pela palpação local do medico como um cordão endurecido ou fibroso que se dirige para o orifício externo. A palpação do trajeto fistuloso poderá levar a drenagem de secreção purulenta por um dos trajetos.

Diagnostico:Na fase aguda uma tumoração ou abaulamento geralmente avermelhado e com aumento da temperatura da pele poderá ser facilmente identificado pela inspeção local. Essa tumoração piora com o deambular e as evacuações. Poderá ocorrer uma drenagem da coleção purulenta pelo próprio organismo com um alivio da sintomatologia. O elemento diagnostico mais importante da fistula é identificar a comunicação do processo infeccioso com o canal anorretal. Geralmente este trajeto é bem identificado pela palpação local de um cordão fibroso, se isto não ocorrer pedimos uma ressonância magnética ou uma ultra-sonografia endoanal. Como o abscesso e a fístula fazem parte de uma mesma doença, é possível fazer um diagnostico dependendo da fase que a afecção se encontra. O diagnostico diferencial deverá ser feito com as infecções locais como dermatites, foliculites, furúnculos, etc.


Classificação:
1- Quanto ao numero de trajeto:

- Simples: São as fístulas formadas por um trajeto e poderá ser palpada como um cordão fibroso que se dirige da nádega para o interior do canal anal. O orifício externo da fístula geralmente está situado distante da abertura anal, cerca de 2 a 3 cm.



- Complexa: São as fístulas formadas por mais de um trajeto ou orifício e muitas delas poderão comprometer com mais freqüência os músculos que formam a região perianal ou mesmo se localizarem em regiões de difícil acesso para o diagnostico e tratamento.



2- Em relação ao músculo anal:
- Pré-esfincteriana: O trajeto da fístula passa entre o músculo e a mucosa, isto é passa pela frente do músculo.

- Trans-esfincteriana: O trajeto da fístula passa através das fibras musculares.

Obs. O tratamento cirúrgico destas fístulas apresenta uma maior incidência de incontinência anal, porque a retirada completa da fístula exige a retirada do músculo. O cirurgião deverá ter o preparo e habilidade para fazer uma aproximação adequada dos segmentos musculares no momento da cirurgia diminuindo assim os riscos da incontinência.

- Pós-esfincteriana: O trajeto fistuloso passa por trás do músculo.



Tratamento:
Abscessos:
- Abscessos superficiais
Realizo a sua retirada com o respectivo trajeto fistuloso na mesma cirurgia.
- Abscessos profundos: Realizo somente a drenagem, pois aumenta o risco de lesar os músculos responsáveis pela continência anal.

Fístulas:- As Fístulas que não fecham espontaneamente deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.

Existem várias técnicas de tratamento cirúrgico. A retirada da fístula com o laser, sob anestesia local com alta algumas horas após a cirurgia é a conduta adotada na minha clinica.


Comentário: Dr. Paulo Branco
Ás fistula geralmente são de trajeto curto e o cirurgião se tiver um instrumental adequado, incluindo o laser realizará a cirurgia completa, isto é retirando os orifícios e o trajeto fistuloso. O tempo difícil da cirurgia para a retirada da fístula é a identificação do orifício interno da fístula. Eu desenvolvi um instrumento que identifica com facilidade este orifício, o que torna a cirurgia mais fácil e a possibilidade do cisto voltar menor. As fistulas que passam pelo músculo anal ou trans-esfinteriana requerem um exame intra-operatório minucioso do seu trajeto. Após realizar a anestesia local eu idealizei um guia metálico com disposição em V que externaliza o orifício interno e me dá a posição exata da fístula em relação ao músculo esfíncter interno o que tornou a cirurgia possível de fazer sob anestesia local e a retirada da fístula com os seus orifícios mais fácil. Os casos de fístulas recidivadas por mim reoperados me levaram a conclusão de que uma boa técnica cirúrgica associada ao guia referido e o laser permitiram o sucesso da reoperação.


Proctologista: Hemorroida com ilustrações



Hemorróidas
Proctologista: Dr Paulo Branco
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Site: medicinaintegrada.med.br

Anatomia vascular anorretal:Existem muitos vasos que arteriais e venosos na parede do Reto , ânus e períneo, portanto esta região é ricamente vascularizada. Entenda que estes vasos são divididos em artérias e veias. As primeiras levam os nutrientes e oxigênio para os tecidos e as veias captam os detritos resultante do metabolismo celular e levam para o fígado e rins para uma depuração . 
Essas veias a semelhança das pernas dilatam e formam as varizes da região anal conhecidas como hemorróidas. Se essas hemorróidas estiverem localizadas dentro do reto são chamadas de internas e se fora externas. As internas são classificadas de acordo com o seu prolapso ou saída pelo ânus em :

- Primeiro e segundo grau:
Estão dentro do reto e tem o sangramento vermelho vivo INDOLOR que goteja no vaso sanitário ou mancha o papel higiênico como o principal sintoma.
Essa hemorróidas poderão ser diagnosticadas por um exame endoscópico da parte interna do ânus e tratadas por substâncias administradas por via oral que
 estimulam oesvaziamento das veias retais, associada a uma dieta rica em fibras, exercício físico regularmente e/ou ligadura elástica , que consiste em colocar um pequeno anel de borracha na base da hemorróida que seca e cai. Eu tenho associado ao laser na minha clinica a borrachinha.
- Terceiro e quarto grau:Essas hemorróidas poderão ser visualizadas no bordo anal como pequenas bolhinhas revestidas por pele. O sangramento indolor também está presente e poderá está associado ao prurido ( coceira). Pontadas dentro do reto e dor. A dor poderá ser por uma inflamação na parte interna do reto conhecida como proctite, fissura ou ao abscesso anal. Essas afecções estão no bordo anal e um medico experiente ao olhar o canal anal associada ao toque sem muita pressão confirmar o diagnostico. O tratamento de inicio é clinico já acima referido e se não resolver será cirúrgico. A cirurgia há alguns anos eu tenho feito com o laser sob anestesia local. O laser por ser programado determinará uma cicatrização mais uniforme, estética e mais rápida que a cirurgia tradicional. Você recebe uma apostila com todas as orientações sobre os cuidados com região anal e uma dieta rica em fibras. 
- Hemorroidas Externas:
Essas hemorróidas poderão ser visualizadas na parte externa da abertura anal. Muitos pacientes me procuram porque essas hemorróidas os incomodam do ponto de vista estético e as mulheres também reclamam da dor ou coceira resultante do atrito da pelhinha com a calcinha ou por esta impede uma higiene adequada após as evacuações ficando detritos fecais que irritam a pele determinando uma dermatite com intensa coceira em alguns casos.
Essa pelhinha é diagnosticada em medicina como PLICOMA , sendo formada pela pele isquemiada ( morta) e um vaso abaixo dela.

A cirurgia é a única forma de tratamento definitiva para uma correção estética que é muito pessoal e importante para o paciente e não muito compreendida pelos médicos. Eu realizo a retirada com o laser, alcançando o resultado estético e funcional desejado.

- Trombose hemorroidária:
O sangue desta hemorróida externa poderá coagular dentro da hemorróida, levando ao aparecimento de uma bolhinha dura, fora da abertura anal e muitas vezes de aparecimento abrupto, deixando o paciente apreensivo. Esta trombose poderá se resolver espontaneamente, sendo o coagula expulso pelo organismo através da pele ou se isto não ocorrer deverá o coagulo ser retirado cirurgicamente.
Perguntas e respostas em proctologia:
Porque o Sangramento é vermelho Vivo se a hemorróida é uma veia?
O corre que o sangue que vem pela artéria passa para a veia antes de chegar nos tecidos o que em medicina se chama de fístula, determinando uma dilatação das veias e como essas têm orifícios na sua parede, o sangue vermelho proveniente da artéria sob pressão esguicha por estes orifícios.
Hemorróida é sempre uma doença benigna?
Sim, do principio ao fim independente do seu tipo se interna ou externa.
A ligadura elástica é segura e sem complicações?


É uma técnica segura e já consagrada no mundo inteiro. A borrachinha deverá ser colocada no vaso na mucosa retal e nunca na abertura anal e para isso sempre antes de fazer a técnica o medico deverá visualizar esses vasos através de um anuscopio. A razão é que a inervação do reto é classificada como autônoma, isto é indolor enquanto que a inervação do ânus e sensitiva, isto é dolorosa. Se após a ligadura elástica o paciente referir um pequeno incomodo será normal, porém se a dor for intensa a borrachinha deverá ser retirada pois está posicionada no lugar errado.

Conclusão: Espero que você enriqueça os seus conhecimentos, tire as dúvidas e mantenha a sua saúde em dia?


Hemorroida representada pelas pontos azuis na figura.
Visão endoscópica das hemorroidas internas.


Sequência: Ligadura elástica das hemorroidas internas









Procure ter ma alimentação rica em fibras, conforme a figura acima.


Proctologista: Fissura com ilustrações


Proctologia: Fissura anal com laser


Fissura anal
Proctologista: 
Dr Paulo branco
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Fatima: 011 - 38467973  


Fissura localizada na pele anal e ao lado o esfíncter anal

Fissura anal aguda
Fissura anal crônica: observar plicoma ou pele na sua base.
Procure ter uma dieta rica em verduras e legumes que tornam as fezes mais macia.


Conceito:



A fissura anal é uma pequena feridinha, geralmente de forma triangula e localizada na parede posterior da abertura anal. O seu início é na parte interna do ânus e o seu fim na margem anal.

Nem todos os fatores envolvidos no aparecimento e manutenção da fissura estão esclarecidos, mas o fator inicial mais comum é o traumatismo causado pela passagem de um bolo fecal volumoso e endurecido por um músculo formador do esfíncter anal muito fechado, estreito ou com pressão muito elevada de modo que ocorrerá um esgarçamento no tecido de revestimento do reto e ânus. Estudos multicêntricos realizados na Europa demonstraram que havia uma diminuição na incidência de fissura quando se aumentava a concentração de fibras( Verduras e legumes) na dieta e, ao contrário, o risco do aparecimento de fissura aumentava significativamente quando ocorria aumento no consumo de pão branco, molhos engrossados com farinha, bacon, salsichas e baixa ingestão de água. O consumo de café, chá ou álcool não foi considerado como fator de risco. Nos gays outras causas comuns de fissura são o traumatismo decorrente da penetração anal ou o uso dos dedos (corte as unhas), brinquedos (sempre rombos e nunca cortante ou de ponta afilada) e vibradores associados a uma lubrificação inadequada e a um ativo apressadinho que não espera o relaxamento do músculo esfíncter anal. Essas fissuras decorrentes da relação anal poderão surgir em qualquer lugar da margem anal e se dispõe de forma radiada, geralmente mais de uma e localizadas em torno do ânus. Se você respeitar o tempo de relaxamento do esfíncter anal (60`) que se obtêm pela massagem feita de forma delicada associada a uma lubrificação adequada poderá ter uma relação anal sem riscos de fissura.

As fissuras têm como sintoma principal a dor que é intensa e referida pelos pacientes como em pontada, debilitante, cortante e acompanhada de um sangramento vermelho vivo. As hemorróidas sangram, porém o sangramento é geralmente indolor o que as diferencia das fissuras anais que são extremamente doloridas. Nenhuma DST determina a dor da fissura anal.

Eu não faço toque em pacientes que chegam no meu consultório com sangramento extremamente doloroso. Eu faço a inspeção anal e confirmo o diagnóstico, pois geralmente as fissuras estão na pele da parte posterior da abertura anal. Evite o toque, pois os pacientes já estão muito machucados pela ferida o que irá aumentar o seu sofrimento.

As fissuras são classificadas em agudas e crônicas e esta classificação é de grande importância para o tratamento. As fissuras agudas são geralmente de contornos bem visíveis, amolecidas ao toque e respondem bem ao tratamento com pomadas e botox ( veja abaixo), enquanto as fissuras crônicas são endurecidas, já infeccionadas e deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.

As fissuras com exceção das decorrentes da relação anal são causadas por um músculo anal com pressão elevada e qualquer forma de tratamento tem como objetivo diminuir esta pressão o que determinará a cicatrização da fissura. A diminuição da pressão poderá ser feita por:

- Medicamentos: São substâncias que usadas na forma de pomadas sobre a fissura determinam o relaxamento dos músculos.

- Botox: A toxina injetada em pontos estratégicos da abertura anal e em quantidade adequada causará o relaxamento do músculo.

-Cirurgia com Laser: Eu tenho feito uma técnica na qual eu baixo a pressão do esfíncter por fora da abertura anal o que determinará menos dor no pós-operatório. O procedimento é realizado sob anestesia local e você terá alta logo após o procedimento.



Perguntas e respostas sobre fissura anal: Dr. Paulo Branco.

1-A fissura anal sempre causa dor porque eu tinha fissura indolor?

A fissura anal indolor deverá ser retirada para uma investigação diagnostica através de um exame citológico para se afastar outras doenças como a doença de Crohn e até mesmo o Câncer de ânus.

2- Eu tinha fissura anal e hemorróidas internas de terceiro grau, neste caso qual a melhor forma de tratamento ?

Quando há a associação da fissura com a hemorróida eu geralmente realizo a ligadura elástica das hemorróidas, retiro a fissura e baixo a pressão do esfíncter com o laser.

3- A relação anal poderá causar a fissura anal?

As fissuras decorrentes da relação anal geralmente decorrem de um ativo apressadinho que não esperou o relaxamento do esfíncter anal que geralmente são 60 segundos ou de uma lubrificação inadequada. Essas fissuras muitas vezes são radiadas e mais de uma.

4- A cirurgia para tratamento da fissura pode determinar incontinência anal.
Poderá. 
Eu nunca tive um caso de incontinência com o laser. O cirurgião deverá atuar sobre o músculo correto ( Músculo Esfíncter Interno) após visualização clara deste.

5- Tinha fissura crônica e fui tratado com o botox, mas não resolveu o que devo fazer?

O Botox é indicado para fissura aguda, pois na crônica o tecido que forma a fissura está fibrosado e endurecido e deverá ser retirado cirurgicamente.

6- Tenho fissura anal e algumas vezes consegui ter relação passiva, mesmo suportando a dor, devo continuar tentando?

O sexo anal não causa está fissura por você referida e na fase aguda você só aumentará a fissura, terá sangramento mais importante pelo traumatismo, sendo melhor realizar a melhor forma de tratamento para o seu caso.

Comentário: Dr. Paulo Branco.

Para a relação passiva eu tenho preferido a cirurgia com o laser, que tem melhores resultados estéticos e funcionais a longo prazo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Travestis: Virando travesti


Travesti: Virando uma Travesti
Medico: Dr. Paulo Branco
Na linguagem das travestis, Deixar de ter o corpo virgem pela injeção de litros de silicone em diferentes partes do corpo, bumbum, coxas e quadris poderá representar uma das ultimas etapas no processo de transformação de um individuo em travesti. Assim, quando uma travesti toma a decisão de se submeter a uma aplicação de silicone, ela está dando um passo cujas consequências terão efeito pelo resto de sua vida.
As experiências e concepções que levam uma travesti a tomar tal decisão ocorrem e são formadas ainda na infância. As travestis recordam-se da infância como um período marcado por jogos eróticos com outros meninos e atração sexual pelo sexo masculino, culminando sempre em uma série de experiências sexuais nas quais a futura travesti é penetrada por um menino mais velho ou por um homem adulto. Depois da primeira relação anal, os meninos que se transformarão em travesti começam a se vestir como mulher, cada vez mais explicitamente, e dão início a diferentes modificações corporais no sentido de se tornarem mais femininos.
À medida que tais modificações vão se tornando mais aparentes, os meninos quase sempre são expulsos de casa ou a abandonam por livre iniciativa. Longe da família, eles estarão livres para explorar plenamente aquilo que  sentem como sua natureza feminina. Acabam travando conhecimento com travestis mais velhas e experientes, e às vezes com amantes e clientes, pessoas que irão aconselhar e ajudar na tarefa de se aperfeiçoar e de se completar como um ser feminino. Esses meninos e adolescentes, então, passam a ingerir grandes quantidades de hormônio feminino e a usar roupas e acessórios de mulher permanentemente. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Travestis: Os clientes


 Os Clientes
Medico: Dr. Paulo Branco
www.medicinaintegrada.med.br

Uma incógnita da vida das travestis é quando se pergunta, Quais são os clientes que procuram as travestis?
Referem que são homens das mas variadas classes sociais ( de ricos a pobres ), raças ( todas que compõem um espectro ) e faixas etárias que predomina dos 17 aos 45 anos. Os programas são realizados quase sempre de forma objetiva e rápida. As pesquisas para termos números exatos e de forma mas detalhada pelas pessoas envolvidas na relação é quase que impossível já que este tipo de relação não é admitida publicamente, mas algumas das razões que levaram os clientes a procurarem as travestis foram reveladas por estas, como:
- Falo e prazer: As travestis são diferentes das relações tradicionais, procuram coisas diferentes. O fato de parecerem mulheres mas ter um órgão sexual masculino representa a principal diferença que acaba atraindo os homens.
- Bissexualidade: As travestis poderão seduzir com a sua aparência de mulher e na hora da relação poderá satisfazer o cliente como ativa e passiva.
- Tendências homossexuais: O medo de assumir a homossexualidade e procurar por outro homem leva o cliente a procurar realizar as suas fantasias e prazeres de uma relação passiva com as travestis.

- Externalização do lado feminino: As travestis relatam que muitos clientes  gostam, durante a relação passiva, de ser chamados de “bonitas e gostosas”. Muitos destes pacientes usavam peças intimas femininas como calcinhas e sutiã no momento da relação.

Comentário:
Algumas travestis relataram que de 10% a 15% dos seus clientes querem realizar o ativo, o restante querem realizar somente o sexo oral e o passivo. Quase todas as travestis desenvolvem o lado ativo, de penetrar nos homens após se prostituirem, antes realizavam mas o sexo passivo.

Pesquisa: Tabela dos resultados de uma pesquisa feita com 138 travestis e publicada no livro de DON KULICK: Travestis
Ativo: 9%
Passivos: 52%
Oral: 19%
Ativo/passivo: 18%
Masturbação: 2%

Conclusão:
O desconforto parece ter resultado direto do modo como é pensado o ato sexual de penetrar. Aquilo que a pessoa faz na cama tem consequências imediatas e duradouras no modo como ela é classificada no tocante ao gênero. Nessa configuração específica de gênero e sexualidade, quem penetra é homem. Quem manifesta desejo pelo pênis do parceiro e principalmente quem dá não é mas homem; na linguagem das travestis, é um veado ou uma mulher. Portanto, é na cama, através da sexualidade, que o gênero é equacionado. Por isso mesmo, é na cama que as travestis se mostram mas vigilantes com seus namorados, à espreita de qualquer indício de que seu homem possa ser na verdade uma mulher.