Neste Blog, o Dr. Paulo Branco irá publicar matérias sobre as suas especialidades, além de responder duvidas e interagir com seus leitores e pacientes.

Fique sempre atualizado para saber das melhores e mais inovadoras técnicas para desenvolver seu bem estar e qualidade de vida.

Envie suas dúvidas e perguntas para: paulobrancoprocto@gmail.com




Algumas amigas e pacientes do Dr. Paulo Branco que inspiraram ele a fazer esse Blog.

Youtube - Dr. Paulo Branco

Youtube - Série especial de vídeos

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Disfunção erétil travesti


Disfunção erétil
Consulta: 11-986663281
A ideia deste centro é de tratar de forma integrada as disfunções sexuais no publico GLBT, tanto ativo quanto passivo.

Ativo:
 A maioria, senão todos os homens, irá experimentar alguma disfunção sexual em algum momento da vida. Seja aquele primeiro encontro em que você conseguiu o orgasmo muito precocemente, já no primeiro toque da mão do parceiro ou naquela noite em que você não conseguiu ter uma ereção mesmo com todas as formas de erotismo, sedução e tentativas. Casos isolados de impotência não são motivos de preocupação: Calma que são normais, tenha paciência e seja compreensivo com o seu amigão e entenda que as disfunções sexuais se tornam um problema quando se tornam uma regra em vez de uma exceção. O problema com os homens é que eles foram orientados que as disfunções sexuais estão na cabeça, e, assim como no caso das doenças psicológicas, nos encontramos em uma situação muito embaraçosa. Pode ser ainda pior para os gays, que são ensinados que a própria natureza de sua sexualidade é um distúrbio psicológico.
Incidência:
Pesquisadores estimam que mais de 30 milhões de homens nos EUA são impotentes e aproximadamente outros 30 milhões sofram de ejaculação precoce.  No Brasil uma pesquisa feita na USP com homens brasileiros concluiu que:
Disfunção erétil: 45%
Ejaculação precoce: 25%
Outras alterações sexuais: 50% a 60%

Ereção:
A ereção depende da interação e do bom funcionamento do cérebro, que após receber mensagens químicas geradas por estímulos visuais e táteis entre os parceiros, envia para a região genital substancias com ação sobre os nervos, vasos e músculos pélvicos, perineais e genitais responsáveis pela ereção, e a secreção de hormônios, como a testosterona, que impulsiona o libido e mantem a integridade de  estruturas anatômicas do pênis, formadas por tecido erétil. Essas estruturas são como cilindros e são chamados de corpos cavernosos, que estão com as suas paredes colabadas quando o pênis está flácido. Na fase de excitação sexual o cérebro após receber a mensagem, libera no local um neurotransmissor, de nome Óxido Nítrico que atuará dilatando as artérias penianas, de modo que entrará sangue nos corpos cavernosos, o suficiente, para manter o pênis ingurgitado e ereto para a relação. Qualquer distração, mudança de posição ou de estimulo poderá fazer variar a ereção. O sangue começará a sair do pênis para os vasos da cavidade abdominal, ocorrendo a flacidez, então a ereção resulta do balanço entre o volume de sangue que entra e sai do pênis. Se o volume de sangue que sai é maior do que o que entra, chamamos de fuga venosa e o pênis ficará flácido, o que não será legal para a relação, principalmente para o gay ativo, que frequentemente reclama desta situação.  

Importância da ereção:
Se houver algum distúrbio, porque não procurar ajuda?  Para os homens, em geral, a disfunção sexual ataca a própria masculinidade. Se não pudermos atuar, não somos homens. Para os gays, a ansiedade aumenta ainda mais. Se a  sexualidade gay é controversa do ponto de vista cientifico e uma aberração para muitos homofobicos, que infelizmente representam uma boa parte de uma  sociedade heterossexista, então como eles poderão pedir ajuda, tanto para as orientações das disfunções sexuais relacionadas ao sexo ativo, como para o sexo passivo.

Fases das funções sexuais dos homens e suas alterações físicas:

Comentário: Embora estas fases estejam intimamente relacionadas, elas não são inseparáveis e resultam de reações fisiológicas completamente diferentes e, portanto poderão existir independentemente uma da outra.

- Fase do desejo:
Nenhuma mudança física é observada.
- Fase da Excitação:
Características desta fase:
- Desejo: A visão da pessoa desejada desencadeia estímulos eróticos.
-  Estímulos olfativos: perfumes, odores característicos.
- Beijos e carinhos carinhosos.
- A pele da orelha e a audição de palavras carinhosas.
- Exploração das áreas erógenas.
-  Sentido tátil: Leva grande quantidade de estímulos ao cérebro.
- Centros cerebrais superiores e inferiores. Organizam o sentido e o significado dos estímulos.

As mudanças observadas:
Inicio da ereção;
Intumescimento da bolça escrotal;
Subida dos testículos;
Mamilos eretos;
Aumento dos batimentos cardíacos.

- Fase de platô:
Aumenta a tensão dos músculos;
Aumento da rigidez peniana;
Pequeno aumento da glande;
Testículos maiores e mais próximos do corpo;
Poderá surgir o fluido pré-ejaculatório;
Presença do rubor sexual;
Aumento do batimento cardíaco;
Aumento da pressão arterial;
Respiração rápida e superficial;
Diminuição da visão e audição.

- Fase do orgasmo:
Inicio das fortes e rítmicas contrações involuntárias da próstata, das vesículas seminais, reto e pênis;
Ejaculação ocorre logo após o inicio das contrações dos músculos perineais e bulbocavernosos. Quando o liquido ejaculatório está sendo expulso, a uretra peniana se contrai, assim como o ânus e os músculos formadores do assoalho pélvico ou a bacia;
Duração: Poderá durar até 20 segundos;

Comentário: Geralmente o orgasmo masculino ocorre simultaneamente à ejaculação, embora possa existir independente dele. Mesmo sendo difícil de imaginar, você poderá ter um orgasmo sem ereção ou ejaculação , uma ejaculação sem orgasmo e ereção, e uma ereção sem ejaculação ou orgasmo. A disfunção sexual torna-se mais fácil de ser tratada porque cada um destes fatores não depende do outro. Portanto, se você tiver algum problema, fale com o especialista. Não fique com vergonha. É seu direito viver sua sexualidade.

- Fase da resolução:
Perda rápida da maior parte da ereção, seguida por um retorno mais lento ao tamanho normal;
Forte sensação de relaxamento
Visão e audição voltam a níveos normais.
Impotência
A impotência envolve tanto a falha de ejaculação quanto a falha em se conseguir  a ereção. Ela afeta apenas 5% dos homens na faixa dos 40 anos de idade, mas sua incidência cresce dramaticamente podendo atingir até 60% dos homens aos 70 anos de idade. A impotência jamais foi muito discutida na comunidade gay. Primeiro foi um tabu por muito tempo, depois a AIDS roubou toda as atenções dessas outras questões menos ameaçadoras. Ao mesmo tempo em que o homem cada vez vive mais e de forma produtiva, a impotência vem se tornando um problema significativo na comunidade gay, e a magnitude do problema continuará crescendo. Homens que mantem relações sexuais com homens precisam de uma ereção muito mais forte ou vigorosa para penetrar os esfíncteres do parceiro.  O que pode não ser necessariamente um problema para um homem que vá ser ativo em uma relação vaginal, poderá ser considerado impotente para a pratica do sexo passivo entre os gays. As causas fisiológicas da impotência podem ser divididas em quatro categorias:  vascular, neurológica, hormonal e drogas. A insuficiência vascular é disparada a causa mais comum. A impotência relacionada à insuficiência vascular normalmente resulta do bloqueio de grandes artérias na região do abdome e pélvis, que acabara por diminuir o fluxo de sangue para as artérias penianas, que são ramos destas artérias maiores com consequente comprometimento da ereção. Portanto qualquer doença que promova a aterosclerose ( diminuição do calibre das artérias), como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e o tabagismo, aumentará o risco desse tipo de impotência. Anormalidades nas veia também podem causar impotência.  As veias deveram evitar a saída do sangue que entrou pelas artérias no tecido erétil do pênis e funcionam como um verdadeiro anel ou esfíncter para conter pelo maior tempo possível o sangue dentro do tecido esponjoso erétil do pênis e assim manter o membro erétil. A ereção tem uma relação direta entre o volume de sangue que entrou e saiu do pênis. Quando a saída é maior, da-se o nome de fuga venosa e a ereção não será vigorosa e o pênis fica flácido, que os homens chamam de borrachudo. Os nervos do pênis também são fundamentais para que haja a ereção. Eles enviam impulsos ao pênis dizendo às artérias para se abrirem, o que em medicina se chama vasodilatação para que mais sangue entre no pênis, as veias se contraiam para manter o pênis cheio. Esses impulsos nervosos são originados no cérebro ou na medula espinhal baixa, por isso, um homem paralisado apenas na parte superior da medula espinhal ainda poderá ter uma ereção. Qualquer doença que prejudique os nervos poderá causar a impotência. Diabetes, traumas na medula espinhal, esclerose múltipla e hérnias de disco são as mais comuns. Doenças neurológicas afetando o cérebro, especialmente o mal de Parkinson, também podem levar a impotência.

- Causas:
Hormonal:
Problemas hormonais são uma outra causa da impotência, especialmente em homens com o HIV. Se o nível de testosterona cai, como quase sempre acontece em pacientes com HIV, a libido diminui e com ela a capacidade de ereção do pênis. Problemas na tireoide e tumores pituitários, produtores de prolactina, também causam a impotência. Homens que tomam esteroides ou estrógeno, com o objetivo de ter um corpo mais sarado, com frequência se tornam impotentes. Felizmente, os níveis hormonais, incluindo a testosterona, podem ser medidos e prontamente regulados com medicamentos.

Diabetes:
É  a principal causa de impotência, e estima-se que metade de todos os homens diabéticos experimentem ao longo de suas vidas alguma disfunção erétil. O diabetes facilita o aparecimento da dislipidemia, que é a alteração das gorduras no sangue e favorece justamente  o aumento das frações ruins das gorduras que penetram na parede das artérias penianas, determinando o seu estreitamento com diminuição do volume de sangue necessário para uma ereção saudável ou competente.

Comentário: Embora se mencionem tantas doenças que predisponham os homens a impotência, não pense que só porque você tem uma delas estará condenado a uma disfunção erétil. Estar predisposto a algo não é uma certeza absoluta de que algo irá acontecer, e como os cuidados adequados você poderá evitar quaisquer problemas.

Hipertensão Arterial:
Danifica a parede das artérias, que representará o inicio para a formação de um trombo ou para a penetração de frações ruim do colesterol ( LDL) na parede arterial com instalação da aterosclerose que diminuirá o calibre da artéria peniana com consequente impotência.

Impotência x Risco de Infarto:
Importante:
A impotência poderá ser um sintoma de alerta para a detecção precoce de uma doença coronariana obstrutiva grave. As artérias penianas são consideradas de baixo diâmetro quando comparadas as artérias coronárias do coração e por esta razão poderão ser obstruídas por placas de gordura antes das coronárias e aí que o medico poderá atuar de forma mas precoce, fazendo uma investigação cardiológica detalhada. As disfunções eréteis não são letais, mas um infarto por obstrução coronariana é uma das principais causas de morte dos brasileiros.

Envelhecimento:
O envelhecimento em si não é uma causa da disfunção, mas sim as doenças que incidem maior durante esta fase da vida. Esima-se que 70% dos homens na idade entre os 60 a 70 anos tenham vida sexual ativa.

Obesidade:
Tenha cuidado com o excesso de gordura no abdômen, porque esta gordura produz substancias inflamatórias para as suas artérias, chamadas de citocinas e também afeta diretamente a eficiência da testosterona que inicia o seu impulso  e mantem o desejo sexual e ereção.
Mantenha a sua cintura com um diâmetro inferior a 100cm.

Drogas:
O abuso e a dependência de álcool e outas drogas além de causarem disfunções sexuais, estão associados a experiências e praticas sexuais diversas, iniciação sexual precoce, comportamentos sexuais de risco tanto pela pratica das violências sexuais como pelo sexo forte consentido tão frequente entre os gays.
Álcool: Quando ingerido em doses menores é um ótimo desinibidor para um primeiro encontro. Numa segunda fase o individuo altera os seus critérios de censura, em seguida fica eufórico e depois quieto, sonolento e algumas vezes até depressivo. Entenda que o álcool apos ser ingerido, libera no organismo o mais potente dos Radicais Livres, OH- que tem efeito tóxico e catabolico sobre os locais de produção da testosterona, que são o fígado e testículos, determinando uma disfunção sexual por diminuição do impulso para se for usado de forma crônica.
Maconha: É uma droga muito polêmica e os seus efeitos ainda estão sem  comprovações científicas que relacionem os seus efeitos na sexualidade humana. Os usuários da erva relatam um aumento do libido, orgasmo mais prolongado e desinibição para o um encontro e para o ato sexual o que não foi comprovado por alguns trabalhos que revelaram um aumento no numero de parceiros sexuais, orgasmo demorado e uma ereção insatisfatória.
Ecstasy: estudos mostraram que tanto nos usuários ocasionais quanto nos crônicos, houve um aumento do sexo desprotegido e maior numero de parceiros sexuais durante a intoxicação.

Medicamentos prescritos:
A classe mais comum de drogas prescritas e que produziram a impotência, foram:
Anti-hipertensivos
Anti-depressivos
Medicamentos para coração
Tranquilizantes
Medicamentos psiquiátricos

Cirurgias que podem causar impotência:
Cirurgias pélvicas, medula espinhal, cérebro e as mais radicais para o tratamento do câncer de próstata e reto associados ou não a radioterapia poderão  lesar os nervos sacrais responsáveis pelo processo da ereção. Se for realizada a castração cirúrgica ou farmacológica para o tratamento do câncer de próstata muito avançado, a impotência certamente acontecerá.


- Sintomas de impotência:
Incapacidade para obter e manter uma ereção;
Redução do tamanho e da rigidez peniana;
Redução dos pelos corporais
Pênis deformado;
Doença vascular periférica;
Atrofia ou ausência testicular;
Neuropatia: distúrbios das funções do sistema nervoso.

- Métodos Diagnostico:
 São exames realizados de forma simples, mas de grande importância para uma complementação diagnostica diante dos sintomas apresentados pelos pacientes.
Doppler e Color Doppler Peniano: Permite distinguir a impotência física da psicogênica.
Teste de Ereção Fármaco-Induzida.
Usa a Prostaglandina.
Ultrassonografia: Estuda a morfologia do pênis e se ha algum tipo de curvatura ou instalação de doença de Peyronie.
Ecodoppler peniano:
 Mede o fluxo arterial e identifica eventuais obstruções nas artérias penianas.
Teste de intumescimento noturno: Mede a qualidade e a quantidade da ereção durante determinada fase do sono.

- Avaliação:
A causa da sua impotência deverá ser determinada, se psicológica ou orgânica o mais rápida possível, para que o tratamento ideal seja efetuado. Embora haja uma certa resistência e mesmo constrangimento na aceitação do diagnostico, vale a pena porque a maioria dos tratamentos são simples e indolores. Recomendo que não tenha medo, se tem uma situação que o medico será muito amigo do paciente será na disfunção erétil, já que se a causa for encontrada e o tratamento bem- sucedido, sua vida irá melhorar potencialmente. A maioria das avaliações para impotência começa como qualquer outra visita ao medico: com uma conversa detalhada e exames físicos. Durante a conversa, o medico irá procurar no seu histórico as causas do seu problema. Um exame físico dará ao médico indícios concretos que o ajudarão a identificar mais especificamente a causa. Os problemas emocionais representam 20% de todos os casos de impotência, especialmente em pacientes jovens portadores de HIV. Para alguns gays, as questões relacionadas a sexualidade poderão certamente afetar o seu desempenho sexual. Se um paciente soropositivo se queixar de impotência, ela quase sempre será o resultado dos baixos níveis de testosterona ou por problemas psicológicos por conta da doença.  Mesmo que o médico corrija uma causa fisiológica de impotência, você ainda pode continuar tendo o problema. Para muitos homens, as causas fisiológicas e psicológicas trabalhando juntas é que causam a disfunção sexual. Ao encontrar a causa fisiológica, seu médico pode desenterrar um problema psicológica. Um exemplo típico desta situação ocorre em homens mais velhos com relacionamentos duradouros. Ao longo dos anos, um dos parceiros poderá perder o desejo pelo outro e a vida sexual do casal desaparecerá. No começo ele terá de aprender a se satisfazer de outras formas, como a masturbação, mas com o passar do tempo chegam na clinica em busca de tratamento, estes casos geralmente serão resolvidos com um bom dialogo e medicamentos específicos. É muito importante ficar bem claro que o medicamento traz de volta a ereção do paciente, mas não o desejo. Situação semelhante ocorre em soropositivos, que são impotentes mesmo com  a reposição de testosterona. Se você  continuar impotente, mesmo com o tratamento médico adequado, porque um terapeuta. Você poderá está precisando procurar as raízes psicológicas do seu problema que se tornaram evidentes apenas agora.


- Tratamento:
O tratamento contra a impotência envolve além de uma qualidade de vida   duas vertentes principais; a farmacológica, feita por medicamentos e a mecânica.


Qualidade de vida:
Tenha uma vida saudável  através de  uma alimentação balanceada e fracionada e da pratica regular de exercícios físicos, nem que seja uma caminhada de 30’ por dia, o que você não poderá ser é um sedentário. O exercício físico libera no organismo as beta-endorfinas, que produzem a serotonina e esta a melatonina que mantem o seu bom humor em dia, tem ação vasodilatadora, melhorando a circulação pélvica e perineal e determinam uma boa noite de sono para a produção dos seus hormônios o que será no final de grande importância para a sua vida sexual.  Na alimentação procure ingerir 30% de fibras por dia, presentes nos alimentos integrais, nas verduras e frutas e  gorduras insaturadas, presentes nos peixes de agua fria que são ricas em Ômega 3. Essa gordura forma as membranas celulares, conduzem vitaminas ( A,D,E,K ) e formam os hormônios sexuais, como a testosterona enquanto você dorme.   

Medicamentos:
Os medicamentos tem como objetivo promover a liberação de um neurotransmissor, chamado Óxido Nítrico que dilata as artérias penianas, permitindo a entrada do sangue nos corpos cavernosos, com ingurgitamento e ereção peniana. Esses medicamentos deveram ser ingeridos de 1 a 2 horas antes da relação e os seus efeitos duram de 4 a 12 horas, sendo importante saber que a ereção por você esperada só ocorrerá se antes houverem bons estímulos sexuais. Estudos mostraram que 70% a 80% dos homens impotentes reagem ao medicamento. Produzem uma ereção natural e fisiológica que cederá após a ejaculação. Esses medicamentos não melhoram o seu desempenho sexual, mas melhoram a qualidade das suas ereções. Ele poderá ajudar a combater algumas barreiras psicológicas ao melhorar as ereções e diminuir a ansiedade quanto ao seu desempenho. Muitos homens referem melhores perspectivas e na auto-estima após tomar esses medicamentos para a disfunção erétil.

Efeitos Colaterais observados:
Dores de cabeça
Palpitações
Vermelhidão da face
Distúrbios visuais e auditivos.

Comentário: Leia com atenção!!!!
Mesmo sendo um grande avanço no tratamento da impotência, o uso destes medicamentos não representa nenhuma panacéia. Seu uso poderá ser perigoso e a droga só deve ser tomada sob prescrição medica e em casos de impotência real. A medicina tem documentado muitas reações e até mesmo casos fatais, quando tomados por usuários de outros medicamentos, especialmente medicamentos cardíacos chamados de nitratos, que dilatam os vasos sanguíneos, nestes casos há um sinergismo entre os medicamentos com liberação de uma grande quantidade de oxido nítrico,  que poderá ter um efeito maléfico para o coração. 

Reposição de testosterona:
Sinais e sintomas de deficiência:
Diminuição da alegria de viver
Fica triste e rabugento com frequência
Irritabilidade com mais facilidade
Diminuição da capacidade para atividades esportivas
Piora no desempenho profissional
Perdeu altura
Falta de energia
Diminuição da massa e forca muscular
Aumento da gordura abdominal
Resistencia a insulina: glicemia de 110
Diminuição do libido e pelos sexuais
Dificuldade em manter a ereção
Ereção menos vigorosa
Depressão
Insônia
Sudorese noturna

Reposição:
Vias:
Se uma deficiência de testosterona for a causadora de sua impotência, como comumente ocorre em soropositivos, a terapia de reposição estará disponível em adesivos para a pele, que administram testosterona gradualmente via pele ou injeção.
Adesivos:
A administração gradual de hormônios oferecida pelos adesivos pode ser natural, mas muitos homens acham sua aplicação diária uma coisa muito chata. O adesivo poderá também irritar a pele e provocar olhares curiosos em vestuários, vestiários e na intimidade.


Injeção:
Na prática parece ser a forma preferida de reposição pela maioria dos homens, pela praticidade, período de tempo para aplicação e menos efeitos colaterais. Os níveis de testosterona tendem a aumentar imediatamente após a injeção e abaixar antes da nova dose.

Coração x Testosterona:
 Leia com atenção:
A ereção tem uma relação direta com uma boa função do musculo cardíaco. O local do corpo com maior numero de receptores de testosterona é o coração e logo se conclui que com a reposição deste hormônio o musculo cardíaco irá ter forca para bombear um volume de sangue suficiente para uma boa ereção, nos pacientes que apresentam uma diminuição da espessura e  força do músculo cardíaco revelados por exames específicos. Pacientes com níveis baixos de testosterona tem mais infarto.
-Tratamentos mecânicos:
Autoinjeção:
São usados medicamentos, que poderão ser injetados com agulhas na base ou no lado do pênis ou colocados na uretra através de aplicadores adequados. Eles ajudam a relaxar o tecido muscular do pênis, aumentando o fluxo sanguíneo necessário para uma ereção.

Enrijecimento por sucção:
Eles envolvem o uso de uma bomba manual para criar um vácuo que puxa o sangue para o pênis. A fim de manter a ereção, é colocado um aro de tensão em torno da base do pênis.

Próteses:
As próteses penianas estão indicadas para pacientes com disfunção erétil de causa física ou orgânica e que já trataram com as outras formas de tratamento  acima descritas e não obtiveram sucesso. As próteses tiveram uma grande evolução na estética e função, de modo a devolver o aspecto estético e ereção o mais próximo possível do natural o que são super valorizados pelos homens e que devolvem a sua autoestima e uma vida sexual possibilitando relações sexuais com ejaculação e orgasmos normais. O preparo dos pacientes para colocação da prótese não deverá ser cercado por falsas promessas e expectativas, mas sim de um equilíbrio emocional adequado e com participação, quando permitida pelo paciente, da parceira.

Comentário: Com o advento de excelentes medicamentos para o combate da impotência, as próteses mecânicas deveram ficar restritas aos pacientes que não toleram as drogas por causa dos seus efeitos colaterais ou por medo de agulhas, ou para aqueles poucos que não reagem à medicação. Os medicamentos produzem uma ereção de aparência natural, e você sempre deverá recorrer a uma prótese em ultimo caso.  

Satisfação dos pacientes com as próteses:
Vários estudos compararam o grau de satisfação entre as próteses e as outras formas de tratamento aqui citadas. O grau de satisfação das próteses oscilou entre 85% a 93%.

Benefícios relatados:
Ejaculação e orgasmo normais.
Representa uma forma de tratamento mais prolongado.
Paciente tem ereção e relação quando desejar.
Redução de gastos com outras formas de tratamento.

Escolha da prótese:
O que os homens precisam entender de uma forma simples, é que as próteses penianas substituem uma ereção natural por uma artificial. Para isso existem diversos modelos de próteses no mercado, tubos de silicone, maleáveis, articuladas, infláveis e você deverá discutir com o medico qual o melhor modelo para o seu caso.



Passivo:
 - Ativo ou passivo quem está no comando?
Decida:
Na pratica sempre deverá haver uma interação ou troca entre os amantes, ativo e passivo, e uma verdadeira alternância entre os papeis, Infelizmente definidos de forma preconceituosa pela sociedade machista que enxergam na relação gay somente o passivo, a penetração e nunca  uma relação construída com amor.  A vontade, experiência,  excitabilidade e a erotização do casal é que determinaram as diferenças na resposta sexual. Não deveremos na relação confundir os papeis e esperar sempre do ativo a iniciativa e o vigor. Este vigor poderá ser intensamente executado pelo passivo na forma ativa de carinhos, beijos, estímulos eróticos e até mesmo chegando a determinar o ritmo da relação. Na pratica clinica pude observar que na grande maioria dos pacientes que apresentavam alguma forma de traumatismo o ativo ditava e conduzia a relação e o mesmo ocorria geralmente no inicio da penetração. Os papeis de ativo e passivo variam com muitos fatores desde os inerentes a própria pessoa, como o caráter e a personalidade até os externos como o momento e local onde rola o clima. No erotismo o ativo e/ou passivo poderão desempenhar o papel de caça ou caçador, muitas vezes o fazem para satisfazer o seu parceiro, porem o que não suportarão a longo prazo é a rotina que destruirá qualquer libido e deverá ser anulada por um comportamento criativo, versátil, pelo inesperado e deixar que na relação ou mesmo em um encontro sexual tudo ocorra naturalmente e que a experiência vivida possa despertar sensações extremamente prazerosas muito além de uma rápida penetração e ejaculação.

Ativo:
Quem assumir o papel de ativo deverá ser delicado e preservar desde o inicio os bons momentos, evitando o ímpeto, a dor e a violência que muitas vezes acompanha ou está inserido na nossa cultura e para honra-los terão de ser penetradores, racionais e emocionalmente controlados ( Parker, 1991 ). Na relação sexual  o passivo deverá está o mas relaxado possível através de beijos ( Elimina as diferenças colocando os amantes em nível de igualdade ), caricias, sussurros e massagens suaves nas nádegas, períneo, região prostática e músculos formadores dos esfíncteres anais pelo ativo com lubrificantes adequados por cerca de 15 a 30’ antes da relação. As praticas de erotização que mas excitam e relaxam o passivo são o anilingue e a massagem do períneo ( Região entre o anus e a bolça escrotal ) das nádegas, músculos perianais,  e região prostático localizada na parte superior da parede do reto há 3 a 5 cm da abertura anal, que é definida por alguns como o ponto G masculino pela sua rica inervação e vascularização. Fisioterapeutas referem que muitos pacientes referem orgasmo somente pela massagem da região prostática. Estou falando de orgasmo e não ejaculação.



Passivo:
O homoerótico passivo contraria toda uma construção social do que se determina masculino. O anus intacto parece significar o poder imaculado do macho. Se deixar penetrar, será perder essa qualificação. Em virtude disto, muitos jovens vivem de sobressalto de que o homoerotismo afete suas características de homens másculos.  O passivo deverá fazer uma ducha higiênica de trinta minutos a uma hora antes da relação e deverá faze-la injetando pequenos volumes ( 50 a 100ml )de uma solução apropriada somente no reto. Volumes maiores poderão ser aspirados para o intestino grosso e sair na hora da relação. Deverá desfrutar e fazer caricias no ativo, contribuir para uma ereção vigorosa pelo sexo oral ( De uma olhada na glande, corpo do pênis e no meato ou buraquinho da uretra do parceiro para detectar verruguinhas ou saída de secreção ) e ter o controle da glande no inicio da penetração. O contato Inicial da glande ( Cabeça ) com a abertura anal determinará a contração reflexa do musculo formador do esfíncter anal com fechamento  da rima ou abertura  do anus. Tenha calma e faça uma pressão leve com a glande no anus por 2 a 3 minutos que é o tempo que o seu esfíncter levará para relaxar e poderá ocorrer a penetração. Se uma dor forte ou sangramento importante acontecer pare por algum tempo e tente recomeçar com os mesmos cuidados e uma boa lubrificação, se a dor ou sangramento persistir pare de vez e tente outro dia. Nunca caia no serio risco de concordar com o ativo em usar pomadas anestésicas que só irá piorar a situação pelos traumatismos determinados pela perda da  sensibilidade local. Lembrar que o seu anus nunca será páreo para um ativo apressadinho e desgovernado.

Camisinha:
Um ativo consciente, amigo, parceiro deverá  usar sempre a camisinha principalmente naquela relação casual ou após aquela balada.

Mensagem: Dr. Paulo Branco
O amor verdadeiro será sempre acompanhado de paz, aconchego e prazer, independente do papel que você desempenhe na relação.

- Situações que impedem a  realização do sexo passivo:

Comentário:
Todas as agressões  físicas ou químicas que comprometam a integridade da pele perianal e da mucosa retal  deveram ser tidas pelo passivo como uma contraindicação para a penetração que tanto poderá aumentar uma fissura pré-existente pela distensão mecânica,  como representa uma porta aberta para infecções pelas bactérias das fezes e DST. Uma outra duvida e preocupação que com muita frequência aparece como pergunta no meu e-mail, são dos pacientes que realizam o passivo e que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos para tratamento de hemorroidas, fissuras, fistulas e hpv anal  querendo saber se a sua vida sexual será a mesma e quando poderá ser retomada.

1- Hemorroidas:
- Iniciais ou de 1/2 graus: Aqui as hemorroidas internas são pequenas, situadas na mucosa retal e antes dos músculos esfincterianos, deixando livre a abertura anal, havendo na relação pouco traumatismo com a glande principalmente se houver uma boa lubrificação. Para que essas hemorroidas não se tornem sintomáticas, você deverá ter uma alimentação rica em fibras, evitar no trabalho e vaso sanitário ficar sentado por longos períodos de tempo, trocar o papel higiênico pelo lencinho umedecido neutro e ingerir 2l de água por dia. Nos pacientes que apresentam sangramento eu tenho tratado com a ligadura elástica, que consiste em secar a hemorroida com um anel elástico e o paciente receberá um guia com os cuidados básicos comportamentais e nutricionais e um CD educativo.


- De 3/4 graus:
As hemorroidas e um coxim de mucosa retal prolapsam ou saem pela abertura anal ocupando um espaço no canal anal e sob a pele perianal. Essas hemorroidas costumam sangrar e muitas vezes são acompanhadas de uma pressão aumentada do musculo formador do esfíncter anal e uma inflamação da mucosa retal chamada de proctite. Não pratique o sexo passivo se você estiver com um sangramento, dor ou ardência, será melhor realizar o tratamento com os cuidados gerais acima referidos  associados ao tratamento medicamentoso e se houver regressão dos sintomas   poderá fazer o passivo. Se a hemorroida é muito grande e não responde ao tratamento clinico será melhor realizar o tratamento cirúrgico e posteriormente retomar a vida sexual. Eu costumo primar pelo resultado estético realizando a menor cirurgia possível e sempre fechando a ferida cirúrgica após a retirada das hemorroidas. Eu aprendi com o publico G e as mulheres a valorizar o resultado estético.

2- Fissura anal:
A fissura anal é um pequeno corte extremamente doloroso sobre a pele do anus. É incrível como alguns pacientes referem fazer o passivo mesmo com a fissura anal, acho muito perigoso por representar uma porta aberta para as infecções locais e DST.

Orientação:
- Fissura aguda: Eu oriento primeiro a tratar a fissura aguda com medicamentos vasodilatadores associados a relaxantes do esfíncter anal ou com o Botox.  Geralmente o resultado é bom e o paciente poderá retomar brevemente a sua vida sexual. Para os pacientes com uma vida sexual muito ativa ou frequente esse tratamento na minha experiência clinica não trás bom resultado e eu prefiro tratar com o laser com uma técnica que o musculo será abordado por fora da abertura anal  que permite uma recuperação pós-operatória muita rápida inclusive a sexual.
- Fissura Crônica: São as fissuras geralmente com mas de três meses de historia clinica sendo formada por um tecido fibroso que medicamento nenhum retira. Eu prefiro tratar essas fissuras crônicas pela sua retirada com o laser e diminuição da pressão  do musculo anal e liberar posteriormente o paciente para a pratica do passivo.

Comentário:
formador do esfíncter anal que está com a pressão muito alta, portanto qualquer forma de tratamento tem que diminuir essa pressão para que a fissura cicatrize o que favorecerá a pratica do sexo passivo posteriormente. Na pratica clinica os meus pacientes referem uma  melhora importante na qualidade de vida, principalmente a sexual.

3- HPV:
A informação mas educativa para os pacientes com essa DST é que essa é uma doença crônica e que os pacientes deveram ter a consciência de que deveram seguir um protocolo de tratamento. Os meus pacientes são orientados para retornar imediatamente pelo aparecimento de qualquer verruguinha ou tecido suspeito. Essa investigação eu faço na parte externa e interna, as vezes usando corante especifico para detectar os vírus. Muitos pacientes vem de outros médicos já praticando o passivo e essa investigação é feita e encontro verrugas dentro do reto e imediatamente peço aos pacientes para interromper  o passivo. A falta de um dialogo claro entre médicos e pacientes será benéfica para o HPV e maléfica para os que realizam o passivo. Uma outra orientação que eu não indico no protocolo de tratamento da minha clinica é o uso de pomadas pela possibilidade destas determinarem estreitamento e modificarem a estética anal com grande prejuízo para os passivos.

Orientação:
Camizinha: Use sempre camizinha nas relações recentes e tesão de ultima hora como nas baladas.
Promiscuidade: Evite a promiscuidade que é a principal responsável pelo aumento do HPV.
Cirurgia: Após a retirada, acompanhamento clinico e endoscópico e cicatrização, que ocorrera em media 30 dias, eu costumo liberar para o passivo.


4- Fistula perianal:
As fistulas são infecções que se iniciam nas glândulas dentro do anus que geralmente estão inflamadas e doloridas. Os pacientes que vem a minha clinica com fistula referem conseguir realizar a penetração no inicio da doença mas com o aumento dos sintomas e infecção a relação ficou cada vez mas difícil ou mesmo impossível.

Orientação:
As fistulas são infecções serias se tornando grave em alguns casos como nos pacientes diabéticos e HIV positivos. Diante disto eu sempre trato retirando a mesma com o laser sob anestesia local e após a cicatrização libero os pacientes para atividades sexuais.

5- DST infecciosas:
Doenças mas comuns como as causadas por bactérias como a gonorreia e por fungos como as dermatites perianais ( coceira ) eu trato com antibióticos de uso local associados ou não a via oral.

Orientação:
Apos o tratamento com desaparecimento dos sintomas eu peço um novo exame de controle que se negativo o paciente está liberado para as atividades sexuais. As doenças virais, como a hepatite e HIV, mesma com baixa replicação viral e elevada carga de anticorpos deverá ser realizada com preservativos.




Nenhum comentário:

Postar um comentário