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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Anatomia anus e reto: Aspectos importantes


 Anatomia anorretal: Aspectos de importância prática
Reto:
O reto tem aproximadamente de 12 cm a 15 cm de comprimento, desce em direção ao ânus num trajeto posterior e próximo aos ossos sacro e cóccix, atravessando posteriormente os músculos da pelve onde passa a ser denominado de canal anal. O mecanismo de esvaziamento retal se dá pelo contato do bolo fecal com a mucosa do reto, descrita como sensibilidade retal que avisa o cérebro sobre o enchimento e a necessidade do seu esvaziamento. O enchimento da ampola retal determinará um aumento da pressão no seu interior e essa levará a abertura do orifício anal com saída da mesma. Muitos pacientes me enviam e-mail sobre a lavagem intestinal para a relação. Primeiro a lavagem não é intestinal, mas sim retal, as pessoas injetam grandes volumes de líquidos, muitos deles inadequados, dentro do reto e intestino, determinando o aumento da pressão de forma abrupta o que levará ao aparecimento de cólicas e evacuação em momento inadequado. O liquido deverá ser injetado em pequenos volumes e lentamente para evitar certos constrangimentos para a relação. Uma informação importante é que a continuação do reto com o canal anal não é retilínea, mas sim angulada e a introdução nos primeiros centímetros do canal anal de objetos (dildos), passivo (sem uma lubrificação adequada) e enemas de forma abrupta poderá produzir inflamações e traumas na mucosa retal. Muitos pacientes referem dor e perda de uma secreção mucosa, esbranquiçada pelo ânus, seguramente esses sintomas decorrem da falta dos cuidados adequados e delicadeza no manuseio da região anorretal. Tenho feito um exame endoscópico simples no consultório, através do qual, posso analizar com detalhes a integridade da mucosa anorretal.

Canal Anal:
O canal anal tem um comprimento que varia de 3 cm a 4 cm que vai da sua junção internamente com o reto até a margem anal.  A sua parte mais externa é revestida por pele cuja inervação em medicina é chamada de sensitiva e portanto há uma sensibilidade maior ao toque. O canal anal é ricamente inervado e vascularizado o que o torna uma região extremamente sensível. O canal anal é circundado basicamente por dois músculos em forma de um cilindro, um mais interno, chamado de músculo esfíncter interno, cuja contração não depende da nossa vontade e que mantém a rima anal fechada e outro cilindro mais externo, chamado de músculo esfíncter externo, cuja contração obedece ao nosso controle. Muitos pacientes tem uma pressão elevada do músculo esfíncter interno que associada a fezes endurecidas ou desidratadas por  uma alimentação pobre em fibras e baixa ingestão de líquidos culminará com o aparecimento das fissuras anais e trombose dos vasos hemorroidários externos.  O toque com fim de diagnostico das afecções prostáticas, anais e retais e na relação passiva deverá ser precedida de um massageamento de 30`a 60` do músculo esfíncter interno, que é o tempo que este leva para relaxar. Se você for impaciente para esperar este tempo, o contato com o esfíncter anal determinará  a sua contração e fechamento de modo que se você forçar encontrara o mesmo fechado e se insistir na penetração poderá determinar o aparecimento da dor e mesmo de fissuras anais. Se isso acontecer à relação deverá ser interrompida imediatamente. Não se esqueça que a contração do esfíncter interno, involuntária, está além da sua capacidade de controle, não importando o quanto você esteja relaxado ou sexualmente esclarecido e quando fizer o passivo procure ter o controle da situação, pois o seu esfíncter nunca será páreo para um ativo fora de controle.

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