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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Homossexualismo: Preconceito que machuca


Proctologista: Dr. Paulo Branco
blog da saúde gay

Homossexualismo: Rejeição e Preconceito machucam demais.

- Rejeição que fere
Preconceito machuca, mesmo quando não culmina em violência física. Quando nos sentimos excluídos ou menosprezados o cérebro reage como se o corpo sentisse dor. Até episódios rápidos de rejeição envolvendo estranhos ou pessoas de quem não gostamos ativam centros cerebrais, causando sensações dolorosas, tristeza, indignação, aumentando o estresse e prejudicando o autocontrole daquele que o sofre. Independentemente de com ( e por qualquer razão) a pessoas foi ignorada ou menosprezada, sua resposta é imediata e violenta – o desconforto é entendido pelo sistema cerebral como agressão. Todos nós sentimos esse desconforto, independentemente de sermos mais ou menos sensíveis a este tipo de situação. No entanto, características da personalidade certamente influenciam a forma como administramos essa situação, determinando se nos recuperamos rapidamente ou remoemos o episódio por muito tempo; se tentamos restabelecer relacionamentos sociais ou se nos zangamos seriamente – e cortamos vínculos.
Estudos desenvolvidos pelo doutor em psicologia K.D.Willians, professor da universidade Perdue, revelaram recentemente que mesmo quando ocorre de forma sutil, a EXCLUSÃO – que poderia em um primeiro momento ser considerada completamente irrelevante – desencadeia intensas reações: podemos nos sentir péssimos apenas porque pessoas que nunca vimos simplesmente nos veem de forma pejorativa. Essa reação tem a função de avisar que alguma coisa está errada, que existe uma séria ameaça ao bem está social e emocional. Alguns psicólogos, argumentavam em um artigo publicado em 1995, que sentir-se aceito é uma necessidade – não um desejo ou uma preferência – e que sentir-se aceito é uma necessidade – não um desejo ou uma preferência – e que quando frustrada, leva a doenças físicas e psíquicas.

- Preconceito: Uma ameaça social
A psicóloga caracteriza o preconceito como a presença profundamente arraigada de associações, em geral negativas, vinculadas a situações e pessoas de cultura, etnias, aparência, preferencias, hábitos, origem, crenças ou outras características diferente dos nossos. Embora a sensação despertada por esse encontro com o diferente nem sempre seja precisa, quando bem fundamentada em experiências, os preconceitos podem até ser uteis, uma vez que os conteúdos aprendidos ao longo da vida nos poupam da árdua tarefa de encontrar maneiras de ligar como novo a cada momento – algo que seria mentalmente muito desgastante. Contudo, alguns julgamentos não são baseados em experiências, mas apenas em valores pessoais que não necessariamente correspondem à realidade; são fundamentados em temores injustificados, doutrinas arbitrarias, dogmas religiosos ou políticos segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Esses segundo ela, são os pré-conceitos preconceituosos. E infelizmente não faltam exemplos.
Vários estudos evidenciam que todo ser humano nutre várias reservas ao que não conhece como próximo e age de acordo com elas. Nesse contesto, a violência praticada contra adeptos de outros credos, estrangeiros ou homossexuais, por exemplo, é apenas a ponta do iceberg. Em muitos casos, as ideais preconcebidas estão tão enraizadas em nossa mente que é difícil até mesmo percebe-las, já que parecem extremamente apropriadas e naturais. Em outros, estímulos que despertam preconceito são percebidos de forma sutil, como um sotaque que pode despertar desconfianças – simplesmente porque evidencia que o interlocutor vem de outra cultura.

Obs. Artigo publicado na revista mente/cérebro de outubro de 2012 que eu achei de interesse para o publico GLBR.  

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